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21 de fevereiro de 2011

desculpa-me,

Assim como quando se quer magoar a pessoa que se ama, o mal que lhe fazemos (que julgamos fazer-lhe) se vira todo contra nós, assim também sinto a dor de algumas coisas que te disse. Correspondem apenas ao estado de espírito que tinha enquanto estava a dizer-tas e não ao eu real, aquele que sou, que está muito abaixo da maneira como me imaginava.
Aquele estado de espírito nem sequer se assemelha ao eu que queria ser. Por este eu utópico, cuja possibilidade de se realizar (visto que nunca existiu) se projecta no futuro, nutro um sentimento de imensa saudade, como se em vez de ainda estar para vir já tivesse passado irremediavelmente.
A saudade do futuro, este anacronismo que acompanha a minha existência, é de facto um sentimento ligado às coisas de que temos necessidade absoluta, mas que nunca se realizarão. É neste desespero que estás presente, no sinal da distância de uma vida que mal consigo viver, muito longe de uma vida ideal.

19 de fevereiro de 2011

foi o fim meu amor,

Naquela tarde caminhei sozinha.
Ouvia música e lembrei-me de ti.
Lembrei-me da tua cara, do teu sorriso, da tua voz, da felicidade que me fazias sentir quando estava contigo.
Continuei a andar e tu estavas a meu lado, deste-me a mão e ficaste comigo.
Sei que talvez fosse um pouco excessivo; mas estava a ser tudo tão bom :$
Tu tinhas voltado, aquela pessoa que eu admirava tinha voltado, por mais difícil que fosse acreditar.
Deste-me um abraço dos teus e foste embora; quando percebi que era um sonho, uma única lágrima caiu-me.
Pus a música bem mais alta e num momento de desespero voltei a pensar que te queria comigo, o que nunca foi mentira.
Tenho medo de voltar aqueles lugares todos sem ti, sem ter o teu apoio, sem te ter comigo; não vou voltar lá sem ti, mesmo ainda havendo tanto para descobrir.
És a única pessoa que me conhece pelas mãos, que sabe quando preciso de um abraço ou não. E quando digo que foi feliz contigo, minto porque fui bem mais do que isso.
Tenho esperanças que voltes a ser a mesma pessoa, mas pode ser tarde demais. Enquanto eu existir, enquanto o teu olhar se cruzar com o meu, enquanto tu apareceres no meu caminho, enquanto eu pensar em ti e me lembrar do teu sorriso vai ser tudo muito mais fácil.
O meu caminho vai ser mais fácil de percorrer, vou começando a descodificar os códigos do jogo e arranjar soluções para que cada dia que passe seja mais forte e consiga ultrapassar tudo o que senti até hoje. Não vou gritar sempre que me apeteça o teu nome, vou fazer melhor, vou escreve-lo e deitá-lo ao lixo.
E quando me apetecer chorar vou rir lembrando-me sempre do que me fez feliz.
Mas quando me apetecer fugir não o vou fazer; vou enfrentar-te e mostrar-te que sou forte. E agora não tenho medo de lutar, nem medo de te ver.
No caminho do costume encontrei um papel no chão, um papel diferente. Li o que lá dizia e segui para a frente da forma que achava que devia ser.
Nessa tarde não pensei em ti, achei então que tudo tinha passado. Estive parte da noite a pensar no que haveria de fazer, abri a caixa de recordações, o álbum das fotografias, a caixa dos segredos e o caderno que estava na estante e vi cada palavra, cada gesto, cada expressão, cada linha. Foi aí que decidi juntar tudo e mostrar-te que sou forte. Mas mais uma vez falo sobre ti, mas agora de forma diferente. Com tudo isto vi o carácter de várias pessoas, tomei opções e descobri mais sobre mim.
Claro que falta uma parte de mim, mas essa parte de mim és tu. Não te olho com ódio, olho-te apenas com felicidade. Felicidade essa que construí contigo e que me fez crescer.